Seminário Pe Mariano Avellana

Seja bem-vindo(a) ao blog do Seminário Pe Mariano Avellana! Aqui você verá postagens sobre a Congregação, sobre o fundador e trabalhos feitos no seminário, entre outras coisas. Agradeço sua visita, e volte sempre! Deus abençoe a todos nós e Maria nos guarde e proteja em seu materno amor.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mártires Claretianos de barbastro


Era dia 20 de julho do ano de 1936. A Espanha estava quase toda tomada pelos anarquistas, homens armados que tinham por objetivo derrubar a monarquia.

Enquanto lá fora homens pegavam em armas, os 60 religiosos da comunidade claretiana de Barbastro elevavam a Deus súplicas e orações pela paz na Espanha. Dentre os 60 religiosos estavam 39 jovens que terminavam o curso de Teologia e sonhavam em gastar suas vidas na missão, entregues nas mãos do Pai.

Mas aquele dia não era como oso outros, havia algo diferente no ar. O sino do pátio interno toca sem que ninguém esperasse, e pelas escadas do seminários descem todos, serenos, como se estivessem se dirigindo para a capela para as orações cotidianas. Porém, o sino chamava, não para orações, mas para uma entrega total.

Pelas ruas de Barbastro um cortejo de homens, em sua maioria jovens de batina preta se dirigem, como que em procissão para o caminho do martírio. Ao superior é perguntado pelas armas, e, como que por inspiração divina, frente ao chefe dos anarquistas, Padre Felipe de Jesus apresenta o terço.

Enquanto isso o salão onde a comunidade Claretiana de Barbastro estava presa ser converte em um verdadeiro cenáculo de oração e espera. Espera pelo momento final, horto das oliveiras que prepara a alma para a doação final. Para essa comunidade prissioneira a Eucaristia é o centro de suas vidas, força que impulsiona e prepara para o martírio.

É chegada a hora, e os nomes são chamados, não é mais a voz de Deus que chama para uma vocação, é uma voz que chama para a entrega, para o testemunho celado com sangue.

Pela congregação, pela Igreja, por Jesus e por Maria eles vão entregando suas vidas a Deus e sendo recebidos no céu pelo coro dos anjos.


O que levou esses jovens a tomarem tal atitude? Que espírito tomou conta de seus corações para que eles tivessem forças para cantar hinos de glória enquanto eram conduzidos para a morte? Qual de nós que nós chamamos e somos Filhos do Coração de Maria que seria capaz de tamanha doação e prova de amor?

Sem medo caem 51 missionários, padres, irmãos, estudantes, jovens. Talvez muitos deles tivessem a mesma idade que eu ou você. Ou, os mesmos sonhos, mesmos ideais. Queriam ser missionários, gastar suas vidas pelo reino de Deus, entregar-se a missão na China, Índia, Japão. sonhos que foram ceifados mas que regaram com sangue e correram pelas veias da congregação e deram a ela vida e impulso.


Que esses homem que se consumiram no fogo do amor e professaram sua fé com sangue nos ensine a sermos fiéis nas pequenas coisas e testemunhar com nossas vidas aquilo que pregamos com os lábios.


"Meus companheiros pedem que eu inicie os vivas...eu gritarei com toda força dos meus pulmões e, em nossos clamores entusiastas, sentirá você, congregação querida, o amor que lhe temos, pois a levamos em nossa lembrança até esses lugares de dor e morte."

Faustino Pérez, cmf

Um comentário:

A UNIÃO FAZ A FORÇA disse...

acho bonito as historias dos martires claretianos e tenho desejo de me tornar um padre claretiano mais aqui em sergipe nao tenho recursos... peço a colaboraçao de quem lê esse depoimento. me chamo Lourran, moro em aracaju-sergipe. e tenho esse desejo.